domingo, 9 de março de 2008

A alegoria da Caverna - Platão


Para compreeder a proposta pedagógica de Platão é preciso associá-la ao seu projeto inicial, que é político, antes de tudo!

Platão...O vigor do seu pensamento nos faz questionar o que de fato é de seu mestre Sócrates(figura emblemática na história da filosofia).
Platão expõe o "mito" da caverna, na verdade uma alegoria usada para melhor explicar sua teoria.Segundo esse famoso relato, homens se encontram acorrentados em uma caverna desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada, apenas enxergam o fundo da caverna.Aí são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira .S e um desses homens conseguissem se soltar das correntes para contemplar, à luz do dia, os verdadeiros objetos, quando regressasse para contar o que vira, não mereceria o crédito de seus antigos companheiros, que o tomariam como louco.
A análise desse "mito" pode ser feita primeiramente de dois pontos de vistas:o epistemológico(relativo ao conhecimento) e o político(que por sua vez desdobrará implicações pedagógicas).
Quanto a dimensão epistemológica, Platão compara o acorrentado ao homem comum, que permanece dominado pelos sentidos, pelas paixões, e só alcança um conhecimento imperfeito da realidade, restrito ao mundo dos fenômenos, no qual as coisas são meras aparências e estão em constante fluxo.
A esse conhecimento Platão chama doxa, "opinião".
O homem que se liberta dos grilhões é o filófoso, capaz de atingir o verdadeiro conhecimento, a episteme, "ciência", quando a razão ultrapassa o mundo sensível e atinge o mundo das idéias, lugar da essência imutável de tosas as coisas, dos verdadeiros modelos arquétipos.
Na amplitude dessa dimensão, nota-se,que Platão é idealista, o que significa, conforme sua teoria do conhecimento,que as idéias são mais reais que as próprias coisas.
A caverna é o mundo das aparências em que vivemos e as sombras projetadas no fundo é exatamente aquilo que não percebemos.Os grilhões eas correntes são nossos preconceitos e opiniões, nossas crenças, de que o que estamos percebendo é realidade.
Mas quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? É o filósofo, aquele que tem amor pelo saber.E a luz do sol é a verdade, a nossa realidade.
Portanto o único instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com qual ele deseja libertar os outros é a filosofia.

"É preciso compreender essas mudanças como exigências da vida na pólis, pois a política precisa de cidadãos que saibam convencer pela palavra".

Um comentário:

Leticia...d_b disse...

Obrigada! *.*

Adorei...me explicou bem!

\o/

vlw