terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A arte do Encontro...Fabio Flores


A escola é o palco da arte do encontro; nela se entrecruzam inúmeras subjetividades de educadores e educandos, por essa razão torna-se imprescindível que essas confluências se tornem matéria-prima para a retroalimentação dos planejamentos e do processo de formação continuada. O desafio de ensinar encontra sua completude na missão de aprender; só quem tem a capacidade de aprender ensinando, e principalmente estar aberto à (re)invenção pode efetivamente identificar-se como educador. Muitas vezes nós, educadores, nos vemos na corda bamba, equilibrando-nos entre a permissividade e os descaminhos da autoridade, tentando sedimentar o espaço do educador na relação ensino/aprendizagem. E justamente aí está o maior erro, pois nosso lugar não deve ser sedimentado nem engessado, precisamos ocupar diferentes espaços nesse jogo, e também permitir ao estudante reconhecer seus espaços e responsabilidades no processo de aprendizagem.Segundo Vygotsky, "o professor é o organizador do ambiente social que é o fator educativo por excelência". Por essa razão a posição do aluno surge como a daquele que dirige o seu próprio processo de aprendizagem. Para isso se faz necessário estar além da passividade tradicional do corpo simbólico do ser estudante numa relação autoritária e centrada na erudição e poder do professor. Muito mais do que saber sobre o que se vai ensinar é preciso se questionar: Pra quem vou ensinar? Por que vou ensinar? No que esses saberes auxiliarão na construção do perfil de sociedade em que eu acredito? Ensinar não pode ser concebido como um ato mecânico e linear, algo para responder aos escritos frios de um plano de ensino. O espaço da sala de aula antes de tudo é um laboratório revolucionário para a (re)invenção do cotidiano. As diferentes subjetividades constituintes do universo escolar precisam ser temperos da alquimia da dimensão revolucionária do ato de educar. Uma chave importante para a compreensão dos diferentes contornos que o ato de educar precisa ganhar, numa concepção da Pedagogia da autonomia, é a leitura do contexto cultural e histórico em que se situam os sujeitos desse processo. Num mundo multipolarizado, onde as concepções de tempo e de espaço estão cada vez mais fluidas, será que o lugar do professor ainda precisa ser exclusivamente a função diretiva e unilateral do derramador de conhecimentos? Pra que serve e a quem serve o conhecimento pretensamente construído em nossas escolas?
Parafraseando o poetinha: "Educar é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro em nossas escolas!!!

3 comentários:

Fabio Flores disse...

Muito obrigado por ampliar os horizontes de meus textos.

cieli disse...

acho, que vou parafrasear, Fábio Flores, Você e Vigotsky, em meu portfólio e minha prova!!!!!! Acho também que vou estudar pelo seu blog, pois está perfeito!!!beijoks!!!!

Véu disse...

Eita, que blog porreta!!! Adoro encontrar espaços virtuais que apresentem boas idéias e nos ajudem a refletir sobre temas tão importantes. Também sou professora e amei encontrar esse cantinho aqui!
Voltarei mais vezes.
Abração