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sábado, 7 de fevereiro de 2009

. Atributos da Atitude Filosófica!

A atitude filosófica é uma atitude crítica, onde diz não às evidências, problematizando e questionando, consiste em abordar os problemas sem preconceitos, mas para ter uma atitude filosófica não basta problematizar e questionar, temos também de arranjar argumentos válidos para tudo o que dizermos. atitude filosófica se decorre do quotidiano, não é todavia ao mesmo redutível. Não é fácil caracterizá-la, dada a enorme diversidade de aspectos que pode assumir. Vejamos apenas quatro aspectos que caracterizam a atitude filosófica:

O espanto. Aristóteles afirmava que a filosofia tinha a sua origem no espanto, na estranheza e perplexidade que os homens sentem diante dos enigmas do universo e da vida. É o espanto que os leva a formularem perguntas e os conduz à procura das respectivas soluções. Como refere Eugen Fink o espanto torna o evidente em algo incompreensível, o vulgar extraordinário.

A duvida. Ao filósofo exige-se que duvide de tudo aquilo é assumido como uma verdade adquirida. Ao duvidar este distancia-se das coisas, quebrando desta forma a sua relação de familiaridade com as coisas. O que era natural torna-se problemático. O que então emerge é uma dimensão inquietante de insatisfação e problematização. A reflexão começa exatamente a partir do exame daquilo que se pensa ser verdadeiro. Se nunca duvidarmos de nada nunca saberes o fundamento daquilo em que acreditamos, mas também jamais pensaremos pela nossa cabeça.

O rigor. O questionamento radical que anima o verdadeiro filósofo, não é mais do que um ato preparatório para fundar um novo saber sobre bases mais sólidas. A crítica filosófica é por isso radical, não admite compromissos com as ambiguidades, as ideias contraditórias, os termos imprecisos.

A insatisfação. A filosofia revela-se uma desilusão para quem quiser encontrar nela respostas para as suas inquietações. O que o aprendiz de filósofo encontra na filosofia são perguntas, problemas e incitamentos para que não confie em nenhuma autoridade exterior à sua razão, para que duvide das aparências e do senso comum. A única "receita" que os filósofos lhe dão é que faça da procura do saber um modo de vida. Não se satisfaça com nenhuma conclusão, queira saber sempre mais e mais.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Filosofia e Sociologia no ensino médio!

Em minha busca de respostas para a pergunta
da vida, senti-me exatamente como um homem
perdido em uma floresta. ( Leon Tolstoi )


Qual a importância da Filosofia/Sociologia para os estudantes do Ensino Médio?


Selma Assis mestranda em filosofia menciona que a educação sempre foi e por muito tempo será objeto de preocupação das pessoas e, principalmente, dos órgãos educacionais. O ensino médio envolve a fase de intermediação do futuro profissional. Mas, os estudantes sequer têm a consciência de qual opção seria a certa. São feitos vestibulares para Medicina, Economia e Pedagogia, porém, os candidatos não têm – na maioria das vezes – sequer a compreensão sobre aquele curso escolhido. Ora, nossas buscas são mais eficazes quando sabemos o que procuramos, portanto, a educação deve, também, instrumentalizar o ser humano, buscando auxiliá-lo quanto à sua capacidade de agir e interagir no mundo e, ao mesmo tempo, compreender a ação exercida. A disciplina filosofia trata também de temas como a cidadania, política, ideologia, ética, liberdade, responsabilidade, etc. Desta forma, a educação sem a Filosofia é praticamente inconcebível.

Na concepção de Karen Sasaki graduada em Sociologia há algumas gerações, a juventude estabeleceu um sério compromisso com a necessidade de ser livre o que, em alguma medida, se perdeu ao longo dos tempos. Não apenas com a liberdade exterior, como também a liberdade de ousar, de pensar, de refletir. Tendo consciência disso, nosso compromisso enquanto sociólogos e educadores é resgatar esse desejo nos jovens de voltarem a querer ser livres, para refletir profundamente sobre a vida, seu papel na sociedade e sobre suas relações enquanto indivíduos. Enfim, devemos formá-los enquanto seres conscientes de que seus interesses particulares devem ceder espaço aos interesses sociais.

No entanto, o que precisa ficar claro é que a Sociologia permite ao ser humano conscientizar-se de seu papel enquanto agente transformador da realidade e a filosofia é um pensar reflexivo, com o qual o ser humano aprende a saber, a partir da reflexão e do discernimento, que é o verdadeiro caminho para o conhecimento.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Os filósofos são queles que saem da pele do coelho e escalam seu pêlo, para chegar até as pontas do mesmo, pra assim poder olhar para todo o universo!


Quem sou?Por que estou aqui?Como o mundo começou?Existe um Deus?
Se você já se fez uma ou mais dessas perguntas, está a caminho de se tornar um filósofo.

Filósofo é aquele que pensa sobre o mundo e se questiona sobre ele.
E Filosofia, o que é?
A palavra "Filosofia" significa amor pela sabedoria, do grego philos (amigo ou amante) e sophia ( sabedoria ou conhecimento). A Filosofia começa quando não tomamos mais as coisas como certas, questionamos como as coisas são. Para Platão (428 - 354 a.C.), um dos antigos filósofos que viveu há mais de dois mil anos, a filosofia é fruto da capacidade do homem de se admirar com as coisas.
O conhecimento fIlosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: "as hipóteses fIlosóficas baseiam-se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação" (Trujillo, 1974:12); por este motivo, o conhecimento fIlosófico é não verificável, já que os enunciados das hipóteses fIlosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser confirmados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalível e exato, já que, quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento cientifico abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego de instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da fIlosofia são idéias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega "o método racional, no qual prevalece o processo dedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas somente coerência lógica" (Ruiz, 1979:110). O procedimento científico leva a circunscrever, delimitar, fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A filosofia: esforço que o homem faz para perceber a realidade


A filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo.Ela é tida como uma forma de conhecimento ao lado de outras formas de conhecimento - como o senso comum, o mito, a religião, a arte, a ciência, que também são outros tantos esforços do homem para compreeender essa mesma realidade.

A filosofia também se constitui como uma forma peculiar desse esforço do espírito humano na busca da compreensão, do sentido das coisas.

A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de mais nada, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além de sua pura aparência. Assim ,ela pode se voltar para qualquer objeto. Pode pensar a ciência, seus valores, seus métodos, seus mitos; pode pensar a religião; pode pensar a arte; pode pensar o próprio homem em sua vida cotidiana. Até mesmo uma história em quadrinhos ou uma canção popular podem ser objeto da reflexão filosófica.
A filosofia parte do que existe, critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida.
A filosofia incomoda porque questiona o modo de ser das pessoas, das culturas, do mundo. Questiona as práticas política, científica, técnica, ética, econômica, cultural e artística. Não há área onde ela não se meta, não indague. E, nesse sentido, a filosofia é "perigosa", "subversiva", pois vira a ordem estabelecida de cabeça para baixo.
Talvez a divulgação da imagem do filósofo como sendo uma pessoa "desligada" do mundo seja exatamente a defesa da sociedade contra o "perigo" que ela representa.
O trabalho do filósofo é refletir sobre a realidade, qualquer que seja ela, re-descobrindo seus significados mais profundos.
Filósofos diferentes têm posturas diversas com relação a imagem institucional de sabedoria e compreensão.Embora com motivações diferentes, deram a sua importante contribuição para o alargamento das fronteiras.
A filosofia quer encontrar o significado mais profundo dos fenômenos. Não basta saber como funcionam, mas o que significam na ordem geral do mundo humano. A filosofia emite juízos de valor ao julgar cada fato, cada ação em relação ao todo. Assim, filosofar é uma prática que parte da teoria e resulta em outras teorias.
Desse modo, embora os sistemas filosóficos possam chegar a conclusões diversas, dependendo das premissas de partida e da situação histórica dos próprios pensadores, o processo do filosofar será sempre marcado pela reflexão rigorosa, radical e de conjunto.
O conceito de filosofia foi muito bem definido por Gerd A. Bornheim no livro "Os filósofos Pré-socráticos": "...Se compreendermos a Filosofia em um sentido amplo - como concepção da vida e do mundo - , poderemos dizer que sempre houve filosofia. De fato, ela responde a uma exigência da própria natureza humana; o homem, imerso no mistério do real, vive a necessidade de encontrar uma razão de ser para o mundo que o cerca e para os enigmas de sua existência.

"Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência!"

Karl Marx